|
(Texto:
Haroldo Nakagawa)
Olá, na matéria anterior
eu abordei um pouco sobre a história dessa modalidade
que está tão evidente no mundo tuning.
Desta vez vou falar um pouco sobre as regras e quesitos
que somam ou descontam pontos.
Nessa modalidade velocidade não é o
quesito principal, como todas as outras modalidades automobilísticas,
o estilo conta muito mais.
O primeiro que vou listar é a “Velocidade
de entrada” (Entry Speed) na
curva, medida por radar (a mesma que os policiais usam)
e sensores instalados no carro. Quanto mais rápido,
mais pontos. A velocidade em algumas provas ultrapassa
os 190 km/h.
Ângulo de contra-esterço (Kakudou): É o ângulo
em que as rodas ficam apontadas para o lado de fora
da curva, quanto maior o ângulo, maior a pontuação.
A maioria dos competidores usa caixas de direção
modificadas, aumentando consideravelmente o ângulo,
em alguns casos como o Pontiac
GTO de Rhys Millen, adicionou 15 graus a mais em
um carro que já tem um ângulo de esterço
de 48 graus aproximadamente (um carro de rua normal
não passa dos 40 graus).
Linha e fluidez: Basicamente
segue o mesmo padrão fora-dentro-fora usado em
corridas, pontos extras são contados caso a linha
seja próxima ao muro ou limite externo da pista,
mostrando aos juizes que o piloto está com controle
total sobre o carro. Saídas da pista ou rodar
são um bom modo de perder pontos.
Esses são os quesitos básicos
avaliados atualmente; até aproximadamente 2002
havia o quesito estilo, contando pontos por fazer as
curvas com uma mão só ou sem nenhuma, com
o corpo p/ fora do carro e outras insanidades, com a
adoção do Anexo
J da FIA
(Federação Internacional de Automobilismo);
esse quesito foi banido, obrigando os pilotos a competirem
com os vidros devidamente fechados. Tudo isso infelizmente
ficou restrito as exibições e na apresentação
dos pilotos antes de cada etapa.
Pontos são descontados em grande
quantidade se por algum motivo o piloto rodar na pista
ou entrar em uma curva em sub-esterço (Understeer:
tendência de o carro sair de frente).
Na “Touge”,
era considerado "o melhor" aquele que além
do menor tempo fazia as curvas mais próximo do
guard-rail ou muro. Os melhores passavam a uma distancia
menor que 10 centímetros. Infelizmente nesse desafio
ocorreram muitos acidentes, com mortes inclusive, devido à queda
do carro no precipício e eventual choque com as árvores.
Os juizes na D1GP são:
- Keiichi Tsuchiya: Considerado o
pai do drift moderno e ex-piloto de JGTC (Campeonato
GT Japonês).
- Manabu Suzuki: Jornalista e colunista
nas revistas “Option” japonesas.
Até o ano de 2004 havia um terceiro juiz: Manabu “Max” Orido,
antigo campeão da Touge e piloto oficial da Toyota
no Super
GT (nome adotado pelo campeonato GT japonês
por ocasião da mudança para uma espécie
de campeonato internacional, que em 2006 contará com
a participação do piloto brasileiro João
Paulo de Oliveira).
A parte mais radical dessa modalidade é o chamado
Tandem Drift (Tsuiso Battle), onde dois
competidores entram na pista ao mesmo tempo, andam o
tempo todo colado, apenas alguns centímetros um
do outro; a partir desse ponto as estratégias
começam, forçando a quem está na
frente a andar cada vez mais agressivo, com ângulos
e linhas que o expõem a erros.
O estilo da batalha segue um padrão básico:
quem está na frente não pode deixar quem
persegue tirar distância e colocar o carro na linha
interna, ou vice-versa. Caso ocorra um toque entre eles,
quem recebeu o toque é considerado vencedor da
batalha.
Espero que entendam melhor agora e não fiquem
tão perdidos quando assistirem a um vídeo
dessa modalidade tão espetacular.
Até a próxima!
Agradecimento especial ao site www.tuninggirl.com.br que
cedeu gentilmente a matéria.
|